Empresas brasileiras buscam internacionalização para crescerem<

Pensando em conquistar novos mercados e fortalecer a marca globalmente, muitas empresas buscam expandir os negócios para outros países. Mas para obter sucesso nessa jornada, a orientação é ter um planejamento estratégico que permita compreender as demandas do público externo para realizar as adaptações necessárias nos produtos e serviços oferecidos. 

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Segundo pesquisa da Fundação Dom Cabral (FDC), realizada em 2023, 64,4% das empresas brasileiras com atuação internacional planejam expandir a presença em países nos quais já atuam. Além disso, 68,9% demonstram interesse em explorar novos negócios em locais que ainda não têm operações.

Entre os fatores que motivam as organizações estão os ganhos de valor e imagem da marca, a maior exposição institucional no meio acadêmico, o aumento da competitividade e a redução da dependência do mercado interno, já que a internacionalização possibilita lucrar de acordo com a economia do país escolhido. 

Segundo os dados do Relatório Varejo 2024, da Adyen, os Estados Unidos são o principal destino de interesse das empresas brasileiras que buscam operação no exterior (46%). Já na análise setorial, o varejo de luxo (19%), o alimentício (16%) e os esportes (15%) são os que mais visam o comércio internacional.

Como iniciar a internacionalização?

As empresas que pensam em expandir os negócios para o mercado externo devem se preparar. Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), é preciso realizar uma pesquisa detalhada do mercado internacional, compreendendo as demandas dos consumidores para adaptar a oferta de produtos e serviços.

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Avaliar os aspectos culturais e econômicos do país ajuda a entender os hábitos e as dinâmicas de consumo, o que facilita a adequação do serviço ou da mercadoria aos padrões de preferência, como design, propaganda, embalagem e outros elementos que possam aumentar a aceitação. Buscar o apoio de especialistas no comércio exterior também pode facilitar o processo. 

Aprender inglês corporativo possibilita a comunicação com possíveis clientes, fornecedores e parceiros, visto que é a língua universal dos negócios, somando cerca de 1 bilhão e 270 milhões de falantes no mundo, de acordo com a Encyclopedia Britannica.

Planejamento ajuda a consolidar a presença no exterior

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Após decidir pela internacionalização, a orientação é planejar uma ação estratégica para consolidar a presença da empresa no novo país. O plano deve conter os principais objetivos da expansão, qual será o modelo de divulgação, as frentes de atuação e a adaptação da equipe.

Além de identificar os principais públicos e as estratégias para inserção no mercado, o Sebrae indica se atentar às regulamentações locais e à logística, familiarizando-se com processos de transporte, armazenamento e documentação. Regularizar pendências burocráticas, jurídicas e tributárias também garante um processo mais proveitoso e seguro.

Entre os quatro países mais visados pelas organizações entrevistadas pela FDC – Estados Unidos, Chile, Portugal e México -, dois têm como língua materna a espanhola. Sendo assim, investir num curso de espanhol corporativo também é uma alternativa que deve ser considerada, conforme o país escolhido para iniciar as operações.

Conheça as formas de internacionalização

Há diferentes modos de investir na atuação no exterior, e a escolha depende das necessidades e dos objetivos traçados pela empresa. A exportação é uma das práticas mais populares entre os empreendedores, através da comercialização de mercadorias e serviços em mercados estrangeiros. 

De acordo com o Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), ao exportar, a empresa adquire um diferencial de qualidade e competência e obtém ganhos de competitividade, pois precisa adequar seus produtos aos padrões do mercado externo e gerenciar condições que não ocorriam anteriormente.

Outra possibilidade é o joint venture, quando ao menos duas empresas se unem em parceria para desenvolver um projeto por tempo determinado, combinando tecnologias e experiências. O parceiro internacional auxilia com suporte direto, por meio de recursos e contatos, não demandando que a empresa perca tanto tempo ou recursos para se adequar ao novo mercado.

Outra forma de expandir é através do investimento direto, no qual a empresa pode adquirir outra organização ou fábrica já existente em outro país, ou através da criação de uma filial. Já no modelo franchising, a empresa concede o direito de exploração de marca e torna-se um franqueado, precisando pagar uma pequena taxa e royalties à franqueadora.

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